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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2006
Lenda de São Brás
São Brás viveu nos primórdios do Cristianismo (Século IV) e fez parte da sua vida no deserto em completo isolamento e oração. Do ermitério, onde não terá esquecido os seus estudos de medicina, foi chamado para desempenhar o cargo de Bispo na sua terra natal, Sebaste, cidade da Arménia que agora pertence à Turquia.

Antes de ser Bispo, foi médico; e assim como usou de bondade e compaixão para com os doentes mais pobres, também, como bispo, manifestou esses mesmos sentimentos, para com todo o seu povo.

Ao regressar à sua cidade para a nova missão, encontrou uma pobre mulher que lhe apresentou o filho, que tinha uma espinha entalada na garganta.

A criança estava já roxa e agonizante quando o santo se acercou dela. Pôs-lhe as mãos nas faces e garganta e, depois de umas orações, deu-se o milagre: a criança depressa recuperou o brilho dos olhos e acenou com gratidão a quem lhe fizera desaparecer o mortal padecimento.

São Brás foi martirizado por não prestar culto aos deuses pagãos.

Ao longo dos tempos, São Brás é invocado contra as doenças de garganta.

O seu culto espalhou-se desde muito cedo, por toda a parte, e muitas terras o têm como padroeiro, e muitas pessoas o seu nome.

Chegamos assim ao S. Brás que, a 3 de Fevereiro, se celebra e honra em Baguim do Monte na Igreja Paroquial, cumprindo-se ou fazendo-se novas promessas de tagarelas afónicas, gargantas desafinadas, rouquidões.

A sua festa liturgica celebra-se em 3 de Fevereiro, e, em Baguim são muitos os devotos que, ocorrem para o venerar e agradecer a Deus as graças, por seu intermédio, recebidas.

Depois é a festa, a procissão, os foguetes e a música.

Note-se que apesar de esta ser a maior festa da nossa freguesia, o padroeiro da Paróquia é o Sagrado Coração de Maria, cuja festa se comemora no último domingo de Maio.


publicado por BaguimdoMonte às 22:42
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4 comentários:
De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2006 às 16:03
Antes de mais gostaria de dar os parabens por este espaço de intervenção publica.
Mas o que me leva a escrever neste espaço é simplesmente para exprimir a minha revolta,meus amigos há espaço e sobretudo tempo para o sr. presidente da Junta cumprir com aquilo que prometeu aos baguinenses(terá 3 anos e alguns meses para o fazer) agora aproveitar-se claramente de uma procissão,um acto de fé,que muitos dos participantes nem da terra são, que recordação levaram, uma inauguração, com direito a discurso politico e com um padre conivente ( e eu que pensava que havia relações mas eram do estilo futebol politica, mas em Baguim do Monte é com a religião católica),sinto-me triste e dizer-lhe sr. Presidente já não se fazem homens como antigamente, ao que a politica chegou.
Para terminar só me resta perguntar qual será a proxima surpresa na festa do Sagrado Coração de Maria padroeira da nossa terra.A. Silva
(http://www.sapo.pt)
(mailto:a.silva@iol.pt)


De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2006 às 18:24
Penso que a sua preocupação não é fundada, porque a festa do Sagrado Coração de Maria é muito mais pequena; por isso comparecem muito menos eleitores e portanto os católicos de ocasião com filiação politica não vão comparecer.
José Pinto
(http://www.cds-pp-baguim.org)
(mailto:josepinto@cds-pp-baguim.org)


De Anónimo a 7 de Fevereiro de 2006 às 16:48
Caro(a) A. Silva, compreendo a sua "revolta" mas não é caso para cair no exagero. Quanto aos "homens de antigamente" quero dizer-lhe que esses "homens de antigamente" eram aqueles que cuspiam para o chão, insultavam os vizinhos e batiam nas mulheres. Felizmente o mundo mudou e os homens também, por isso os "homens de antigamente" não eram melhores do que aqueles de hoje em dia. Relativamente às Festas a S. Brás deve, em primeiro lugar, perguntar ao sr. Padre Borges se achou insultuosa a benção do Brasão da freguesia, pois certamente o sr. não é mais católico do que ele. Em conversa tida com o sr. Padre Borges, ele achou por bem fazer a cerimónia aquando da passagem da procissão e acho que foi uma óptima ideia que correu muito bem. Agora, em vez de se revoltar tanto com as boas relações existentes entre a Junta e a Paróquia, devia (isso sim) analisar toda a organização das Festas a S. Brás que este ano (pela 1ª vez) teve em consideração a limpeza de todo o percurso da procissão e principalmente a não existência de bancas de venda na entrada da escadaria da igreja matriz. Pela primeira vez conseguimos ordenar os vendedores e fazer a atribuíção de lugares após preenchimento de requerimento à Câmara Municipal. Foi a Junta de Freguesia que tomou esta iniciativa que veio a ser apoiada pela Câmara Muinicipal e pela Polícia Municipal. Aliás, todos foram céleres a dar os parabêns a estas 3 instituições pelo bom trabalho em equipa. Uma palavra também para a Confraria que esteve sempre presente na organização espacial do evento e que foi a responsável pela parte visível das festividades. A organização usada nestas Festas a S. Brás será a mesma para as futuras festividades(rigor, transparência e competência) e talvez surja mais uma surpresa. Com os meus melhores cumprimentos, Nuno CoelhoNuno Coelho
</a>
(mailto:presidente@jf-baguimdomonte.com)


De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2006 às 13:49
Olá Amigos!
Sou um visitante que venho pela 1ª vez ao Blog. Graças à Universidade Sénior, aprendi a lidar com estas novas tecnologias. Como sou aposentado vou ocupando o meu tempo a exercitar a minha mente...Porque digo isto...?Para felicitar o criador ou criadores deste Blog...Parabéns!
De tudo que li, a contestação ao que se passou na Festa de S Brás, também me merece um comentário e simultaneamente uma contestação como devoto e romeiro de S. Brás. Realmente o que se passou no final da procissão foi vergonhoso, para não dizer uma falta de respeito pelos devotos de S Brás. Nem queria acreditar no que vi e ouvi...primeiro o anúncio da inauguração a escassos minutos da procissão, como se fosse uma festa política. Depois, o inesperado..., o Padre Borges a parar a procissão para fazer a inauguração de um Brasão e com discurso político...Não sou simpatizante do Sr Major Valentim Loureiro, mas presto-lhe a minha homenagem, pelo facto de se ter recusado a discursar pois, como bem dissera, estava num acto religioso e não numa actividade política.
Eu pergunto: Será que o Sr Padre Borges fez isto como um acto irreflectido...Espero bem que sim.
Pois, é tão esquisito em fazer certos trabalhos da sua responsabilidade como seja fazer o funeral de pessoas que se suicidam...sabe Deus o porquê...; Fazer baptizados de filhos de pais “juntos” enfim....
Será que o Sr. Bispo do Porto recebia bem esta notícia escandalosa.
Como romeiro e devoto de S. Brás foi assim que me senti. Porém, peço a S. Brás que perdoe esta leviandade ao Sr Padre Borges. Cumprimentos.
J. Ramos
</a>
(mailto:jramos@iol.pt)


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