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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006
Cavaco vence em Baguim e em Gondomar
Baguim do Monte deu uma vitória expressiva à candidatura do Prof. Cavaco Silva.

Os resultados foram os seguintes:

CAVACO SILVA - 3257 - 46,92%
MANUEL ALEGRE - 1367 - 19,69%
MÁRIO SOARES - 1224 - 17,63%
JERÓNIMO SOUSA - 619 - 8,92%
FRANCISCO LOUÇÃ - 443 - 6,38%
GARCIA PEREIRA - 32 - 0,46%

Destaca-se a quase maioria absoluta da candidatura do Prof. Cavaco Silva, a vitória da candidatura de Manuel Alegre sobre a de Mário Soares e os 619 votos em Jerónimo de Sousa.

A votação no concelho de Gondomar foi a seguinte:

CAVACO SILVA - 38678 - 45,12%
MANUEL ALEGRE - 17636 - 20,57%
MÁRIO SOARES - 14189 - 16,55%
JERÓNIMO SOUSA - 9052 - 10,56%
FRANCISCO LOUÇÃ - 5796 - 6,76%
GARCIA PEREIRA - 365 - 0,43%

Em todo o distrito do Porto:

CAVACO SILVA - 487852 - 51,29%
MANUEL ALEGRE - 169741 - 17,84%
MÁRIO SOARES - 168772 - 17,74%
JERÓNIMO SOUSA - 65668 - 6,90%
FRANCISCO LOUÇÃ - 55959 - 5,88%
GARCIA PEREIRA - 3262 - 0,34%

E, em todo o país, quando falta apurar 2 freguesias (uma por boicote e a outra por terem sido roubados os cadernos eleitorais):

CAVACO SILVA - 2745491 - 50,59%
MANUEL ALEGRE - 1124662 - 20,72%
MÁRIO SOARES - 778389 - 14,34%
JERÓNIMO SOUSA - 466428 - 8,59%
FRANCISCO LOUÇÃ - 288224 - 5,31%
GARCIA PEREIRA - 23650 - 0,44%

Com estas eleições, pela primeira vez desde o 25 de Abril, o Centro-Direita consegue eleger um Presidente da Républica.

Como alguém disse, hoje podemos dormir mais descansados.

José Pinto


publicado por BaguimdoMonte às 10:17
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9 comentários:
De Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 10:52
O grande vencedor nestas eleições nem foi Cavaco nem Alegre. Ou melhor, teriam sido os dois. O grande vencedor foi o "Movimento Cívico". Estamos a perceber que uma candidatura pessoal, que vá ao encontro de anseios do povo, num tempo e lugar concretos, nem precisa de partidos para vingar. E isto é tão e só preocupante para os próprios partidos, numa primeira análise. Claro que o papel partidário, importantíssimo numa democracia, tem de ser repensado, nomeadamente as suas relações com as bases, com o povo que defende.JFigueiras
</a>
(mailto:jfigueiras@hotmail.com)


De Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 11:01
Sobre o movimento cívico. Estes resultados, mostram mesmo isso. Pelo menos em Baguim. Não se entende como quatro meses depois de o PS ter tido aqui maioria absoluta, dá agora ao seu candidato uma votação miserável. Ou então a própria votação para a Junta também foi também um movimento civico, em torno de um candidato desejado por tanta gente, que não apenas do PS.
Se foi o caso, atenção aos partidos.Jose Fernandes
</a>
(mailto:jofernan@sapo.pt)


De Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 11:43
O problema tem origem na Constituição da Républica Portuguesa de 76.

A representatividade das pessoas não está assegurada pelo sistema politico. Quem representa o povo são os deputados na Assembleia da Républica (AR), cuja constituição acaba por ser apenas um reflexo da vontade de alguns politicos - os que mandam, de facto, nos partidos.

O sistema de listas de deputados validado pelos "comités centrais" é o maior problema da democracia.

Por um lado os deputados afastam-se das pessoas que os elegem e não interagem com os problemas reais.

Por outro lado, os deputados são escolhidos pela lógica do partido, ou seja se se sabe que vão cumprir o seu mandato de acordo com as regras do partido e da liderança do mesmo (real ou aparente) e não pela sua capacidade de intervenção ou pela capacidade e conhecimento técnico de uma dada área ou aindo por terem a inteligência para encontrar soluções para os problemas.

Ainda por outro lado, a "profissão" de deputado não é suficientemente atraente (até em remuneração) para mobilizar pessoas com as caracteristicas enunciadas anteriormente.

Qualquer assinante da Tvcabo com acesso ao canal do parlamento fica de boca aberta com as discussões menos visiveis na Assembleia da Républica e com a forma como o nosso dinheiro é ali gasto.

E não há partidos isentos de responsabilidades. Até o arauto da luta contra a politica - o PSR transformado em Bloco de Esquerda - tem intervenções na AR que, se não fossem pagas com o nosso dinheiro fariam as delicias de qualquer ser mais esclarecido para a construção de anedotas.

É por isto que vários presidentes de camara (que estão perto do povo e dos problemas) se elegem sucessivamente contra até as maiorias sociais lógicas da população e até contra os partidos.

Isto explica também parcialmente o enorme sucesso da candidatura de Manuel Alegre. As suas caracteristicas pessoais - reconhecidas por alguem de direita como eu - frontalidade, seriedade e coerência - potenciam o fenómeno.

É muito mais gratificante, da minha perspectiva, ser presidente de uma camara do que ser deputado.

Para resolver o problema, é preciso:

1. Diminuir o número de deputados na AR
2. Aumentar significativamente a sua remuneração
3. Criar um sistema eleitoral baseado em circulos eleitorais unipessoais
4. Permitr que cidadãos independentes concorram a esses circulos (criando "concorrência" aos partidos e obrigando-os assim a apoiar candidatos com mérito)
5. Previligiar a discussão dos problemas verdadeiros do país, em vez de se prosseguir a discussão fútil de irrelevancias (como as escutas telefónicas, p.e.)

A transcrição da constituição francesa é a origem do problema. Se tivessemos tido a inteligência em 1976 de copiar o sistema eleitoral inglês, teriamos hoje, com toda a certeza, um sistema politico muito mais eficiente do que o que temos.

A culpa é de toda a esquerda, que preferiu ir atrás de valores discutíveis em vez de resolver, de facto, os problemas.

Cumprimentos,

José Pinto
José Pinto
(http://www.cds-pp-baguim.org)
(mailto:josepinto@cds-pp-baguim.org)


De Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 12:34
Mas ainda havia dúvidas?
Parabéns ao Cavaco e ao Manuel Alegre, ele também foi um grande vencedor, contra o seu próprio partido.
Isto é apenas o ínicio de um novo Ciclo, uma nova Força!! Os meus cumprimentos Manuel PintoManuel Pinto
</a>
(mailto:aaa@aaa.com)


De Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 12:56
Expliquem-me estas contas: se os números das presidenciais em Baguim do Monte valessem para as autárquicas, claro que não valem, teríamos mais ou menos isto:
- 7 mandatos para PSD/PP;
- 5 mandatos para PS;
- 1 mandato para CDU.
Realmente, as caras mudam muita coisa.
Americo Soares
</a>
(mailto:aasoa@sapo.pt)


De Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 13:19
Não é mais ou menos, as contas que fez estão certas.

Temos, no entanto, que ter em conta que houve muita esquerda a votar Cavaco e o fenómeno Manuel Alegre leva muita gente que não votaria PS a votar na personagem.

Cumprimentos,

José Pinto
José Pinto
(http://www.cds-pp-baguim.org)
(mailto:josepinto@cds-pp-baguim.org)


De Anónimo a 26 de Janeiro de 2006 às 18:33
Caros Baguinenses,
a problemática levantada nas eleições presidenciais leva-me a concluir que os eleitores votam mais nas "pessoas" do que nos "partidos", veja-se o caso do actual presidente da câmara de gondomar que esmagou o "partido" de onde é originário. Lendo os comentários todos apercebo-me que escolhi bem o meu slogan de campanha.
Com os melhores cumprimentos, Nuno CoelhoNuno Coelho
</a>
(mailto:jf-baguim-monte@mail.telepac.pt)


De Anónimo a 1 de Fevereiro de 2006 às 19:51
Caro Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Baguim do Monte, devo informa-lo de que as pessoas votam de diferentes formas para diferentes eleições. Que no caso das Juntas de Freguesia votam nas pessoas, e no final dos mandatos também votam para premiar e ou castigar o cumprimento das muitas promessas eleitorais efectuadas nas campanhas.
P.S. Gostaria que me relembrasse o seu Slogan.
Mª ALZIRA
</a>
(mailto:ALZIRAROCHA@HOTMAL.PT)


De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 19:38
Cara M.ª Alzira, compreendo o seu comentário e devo reforçar dizendo que acho que tem muita razão de ser. Apenas quero alertar para o facto de que muitos políticos se esquecem...as pessoas não são "burras" e nem se enganam ao votar. Muitos políticos querem fazer crer que os fenómenos que ocorrem nas diversas eleições são por vezes o fruto da distração gratuíta de quem vota. Puro engano! Estou convencido que hoje em dia os eleitores veêm a política com descrédito e por isso são mais exigentes no acto eleitoral, surgindo assim (muitas vezes) o crecente aumento da abstenção. Nas últimas eleições autárquicas em três Municipios venceram três pessoas e não três Partidos. Quanto ao slogan que (ainda é e será) foi usado na nossa candidatura à Junta de Freguesia de Baguim do Monte, ele é: UM NOVO CICLO, UMA NOVA FORÇA ! Com os meus cumprimentos, Nuno CoelhoNuno Coelho
</a>
(mailto:presidente@jf-baguimdomonte.com)


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